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O que não pode perder no Alto Douro Vinhateiro, pela Raquel Magalhães

Paisagem do Douro

O Alto Douro Vinhateiro é sinónimo de paisagens inesquecíveis. Cada miradouro presenteia-nos com uma vista diferente e sempre única que ficará para sempre marcada no nosso coração, com a certeza de querer voltar. As vinhas acompanham sempre a paisagem de todo este cenário, único no mundo, onde se produz o vinho do Porto, um vinho que se diferencia dos demais.

Porquê visitar o Alto Douro Vinhateiro?
São vários os motivos para visitar o Alto Douro Vinhateiro, entre eles estão as paisagens a perder de vista, com vinhas trabalhadas pelo homem ao longo de séculos, que nos levam ao néctar precioso que aqui é produzido, o nosso vinho do Porto. Aqui existem centenas de quintas que produzem desde o azeite a vinhos de mesa e, claro, vinhos do Porto para todos os gostos.

O vinho do Porto é muito diversificado e certamente encontrará algum que lhe caberá no gosto. Dentro dos vinhos do Porto tintos há dois estilos, o Tawny e o Ruby.

O vinho do Porto Tawny é o mais comum, com uma cor mais clara rico em gosto da madeira onde envelheceu. Por lá ter passado um belo tempo e ter adquirido as suas características, podemos sentir na nossa boca, aromas como por exemplo frutos secos. Este vinho acompanha muito bem sobremesas à base de ovos e frutos secos. Não teremos, portanto, dificuldade em acompanhá-lo com as variadíssimas sobremesas típicas portuguesas.

O vinho do Porto Ruby é o vinho do Porto mais jovem, que guarda os sabores aromáticos da fruta, tendo uma cor muito equivalente a um vinho de mesa tinto e acompanhando muito bem queijos fortes, sobremesas à base de chocolate negro e até, para quem for apreciador, um belo estufado de javali.
Para quem prefere um vinho do Porto branco há também opções que acompanham muito bem sobremesas ou até mesmo aperitivos.

Mais recentemente, entrou também no mercado o vinho do Porto Rosé, que é muito apreciado para fazer cocktails, como por exemplo, um vinho do Porto Rosé tónico, que certamente os refrescará nos dias mais quentes.

a glass filled with wine glasses

As aldeias históricas
Passar por aqui significa, também, percorrer as aldeias históricas e conhecer os seus costumes e tradições. Dois exemplos são Provesende e Favaios.

Provesende é uma pequena aldeia que conta ainda com casas brasonadas de prestigiosas famílias que aqui viveram. A não perder nesta aldeia está a Igreja Matriz; poderá não se impressionar com o exterior, mas quando entrar, verá uma rica decoração barroca em talha dourada com que a Igreja foi enriquecida no século XVIII e facilmente terá dificuldade em olhar para um só ponto. Esta Igreja é considerada uma das joias do Douro.

Favaios é a aldeia que dá o nome ao Moscatel que lá é produzido. Aqui, recomenda-se uma visita à Adega Cooperativa de Favaios. Poderá fazer uma visita com um guia da própria Adega que vos dará a conhecer todo o processo de produção, desde a vinha até à garrafa, e, no final, poderá deliciar-se com uma prova de Moscatel com diferentes anos de envelhecimento. Poderá também fazer uma visita ao Núcleo Museológico de Favaios – Museu do Pão e Vinho – e ficará a perceber o porquê desta aldeia ter adquirido esse apelido “a aldeia do Pão e Vinho”. Por falar em pão, pergunte a alguém onde fica a Manuela “Barriguda” e faça uma visita a esta padeira que todos os dias faz o pão de trigo tradicional de Favaios.

a person standing in front of a building

A estrada N222
Uma estrada a não perder é a N222, particularmente o troço entre a Régua e o Pinhão. Teremos sempre o rio Douro como companhia e passaremos por diversas quintas, muitas delas conhecidas mundialmente. Durante o trajeto poderá ver a Barragem de Bagaúste e quem sabe se não verá um barco a subir ou a descer o rio através da segunda maior eclusa no rio Douro em Portugal.

Os barcos Rabelos
Chegando ao Pinhão, podemos ver os barcos Rabelos, que outrora transportaram as barricas de vinho do Porto pelo rio abaixo, por percursos bem difíceis, até junto da sua foz na cidade do Porto.

Entrar num barco Rabelo e fazer um passeio no rio Douro, permite ter uma outra perspetiva deste belíssimo cenário e apreciar a calma que aqui se vive, contemplando, também, a vida selvagem que este rio alberga.
Ficar mais um pouco…

No meio de tudo isto, podemos sempre visitar um produtor de vinhos para degustar o mais apreciado vinho da região. Algumas quintas têm alojamento e possibilitam, assim, ficar aqui e observar o bonito de céu que aqui se vê à noite, repleto de estrelas.